Quando se fala em planejamento financeiro logo vem muitas dúvidas, tais como: devo proceder, quais caminhos seguir, quanto tempo leva para ter um planejamento financeiro? São dúvidas que persistem tanto na pessoa jurídica quanto na pessoa física.

Um planejamento financeiro eficaz é de extrema importância para se obter uma rentabilidade e controle do fluxo de caixa, com o objetivo de assegurar que todos os recursos disponíveis sejam bem alocados conforme a necessidade da empresa, sendo possível estabelecer prioridades.

Priorizar a organização da gestão financeira de uma empresa nova no mercado pode ser considerado desafiador, pois para o empresário é algo novo. É preciso conhecer um pouco de cada área da empresa: financeira, compras, vendas e entre outras, onde todas devem estar bem alinhadas. Cada departamento dependerá do outro para saber que custos/despesas e receitas estão alinhados e que as receitas cobram as despesas e a lucrativa da empresa. Partindo assim para um planejamento financeiro que pode ser divididos em 3 partes: curto ,médio e longo prazo .

A decisão de expandir, adquirir novos equipamentos, lançamento de novos produtos e novas estratégias exige um alto grau de cuidado. Com isso, o planejamento financeiro tem uma grande funcionalidade dentro da empresa e evita imprevistos.

 

Mas aí vem aquela pergunta: como ter sucesso com planejamento financeiro?

Não basta somente sonhar em ter sucesso financeiro, mas sim colocar em prática para ser tornar realidade. Contudo, é necessário seguir algumas atitudes e hábitos que auxiliarão na organização e disciplina da sua empresa. A seguir, uma lista com 7 hábitos simples para você começar o quanto antes:

 

1 – Possíveis cenários:

É importante ter a consciência que as coisas podem ocorrer momentaneamente e dependendo do caso, se tornam não favoráveis. Sendo assim, busque traçar 3 cenários:

  • Otimista: se a demanda for bem maior do que estava programado, será que conseguiremos atender todos os clientes?
  • Realista: sua empresa consegue se sustentar no mesmo ritmo em caso de passar por situação como a que estamos vivenciando nos atuais dias, por exemplo?
  • Pessimista: Quais riscos e desafios minha empresa corre? Estou devidamente preparado financeiramente para os imprevistos?

 

2- Tenha a visão de despesas X receitas:

Quando falamos em despesas, são todas aquelas que estão de forma direta e indireta na prestação de serviços e/ou vendas de produtos, além da parte estrutural da empresa, administrativa e entre outros. Com isso é possível controlar e visualizar quando as informações são preenchidas de forma correta, seja dentro de algum sistema ou até mesmo uma planilha eletrônica.

No caso das receitas, a partir da entrega do serviço ou produto, passa a ter base de informações do planejamento financeiro e ao pagar todas as despesas, terá informação da lucratividade da empresa.

 

3 – Controle de Inadimplência:

Tenha um controle de inadimplência na empresa, pois com ele você reduzirá os riscos e problemas com o capital de giro. Ele te garante um acompanhamento diário para devidas cobranças, mesmo que a situação seja desconfortável, não se pode deixar de receber o que é direito da empresa, independente se por serviço prestado ou vendas de produtos/mercadorias.

 

4 – Separar despesas pessoais x despesas empresariais:

Além das informações mencionadas acima, não podemos esquecer que despesas pessoais não fazem parte das despesas empresariais. Ao misturar as duas despesas, perde-se o controle do planejamento financeiro e os sócios ainda poderão entender que a empresa não está obtendo lucro, pois não obtém uma rentabilidade. Sem contar dos problemas com a Receita Federal, por essa razão que se os gastos pessoais na empresa não forem devidamente registrados, não farão parte dos rendimentos do empreendedor. Isso chamará atenção da Receita que possui várias maneiras de confrontar informações que levam à situação chamada “rendimentos de trabalho disfarçadas”.

 

5 – Controle das Contas Bancárias:

Hoje quando os bancos agregam no pacote: contrato, saldo na conta (conhecido como Lis), Limite da Conta, Limite de Cheque Especial e entre outros, é imprescindível que as empresas tenham cautela. Geralmente os bancos colocam tais limites para as empresas utilizarem, independente de conta pessoa física ou jurídica, e quando se utiliza esse limite, é cobrado juros referente ao uso que hoje está em torno de 7% a.m a 9% a.m. E assim o não controle acaba virando uma bola de neve que impacta negativamente na empresa, aumentando suas despesas. Para que isso não aconteça, mantenha sua conta sempre positiva, negocie o pacote de serviços e avalie o que agrega valor para empresa e o que está não está sendo utilizado.

 

6 – Não ter restrição do CNPJ: 

Ter uma empresa sólida, com todos os impostos/taxas em dias e sem inadimplência, além de passar mais confiabilidade no mercado, também garante melhores taxas de juros em caso de um futuro empréstimo para expanção.

 

7 – Ter aplicação financeira / Fundo de Reserva:

Após pagamento de todas as despesas e recebimentos ao final do mês, invista uma % daquele saldo em aplicações financeiras. Separar um fundo de reserva, é estar garantido em caso de algum imprevisto no decorrer do tempo.

 

Lembre-se que cuidar da saúde financeira é um dos pilares básicos para estruturação da sua empresa. Por fim, para que os seus rendimentos aumentem no futuro, tenha visão e paciência. Na Dúvida entre em contato conosco por aqui ou pelo nosso Instagram!

 

Adilson de Sousa

MBA em Controladoria

Graduado em Administração de Empresas